quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Algumas curiosidades da viagem ao Chile


- Comprei um chip prepago chileno na ENTEL. O Plano de Segundos da ENTEL chama-se “Pablo” e “Raimundo” – pague 1 peso e hable 1 segundo (sic);
- Apalta em mapuche (índios chilenos) = zona de terras pobres;
- Colchagua em mapuche = muchas lagunas de água;
- Os vinhos nas vinícolas do Chile são BEM mais baratos que nas lojas. A estória de que nas vinícolas era mais caro, eh MENTIRA. Por sinal, apesar de baratos, achei a El Mundo Del Vino muito caro !!! Porem, ainda eh a melhor opção, pois a Vinoteca fechou as suas lojas e soh manteve 1 na Izidora Goyenechea;
- Preços de vinhos em US$ na El Mundo Del Vino:
Alamviva 07 = 170
Borobo = 220
Clos Apalta = 200
Domus Aurea = 104
Monte Alpha M= 140
Don Melchor 06 = 110
Montes Folly – 140
Don Maximilano Errazuriz = 140
Espumante argentino Cruzat Larrain = 20
- Na El Mundo Del Vino (EMDV) eu assisti um brasileiro comprando 6 garrafas de vinho todo satisfeito, Morande, Casa Silva basico, etc. e eis que ele acaba escolhendo para levar um ….Casillero del Diablo. Depois de muita conversa o vendedor conseguiu convencer o brasileiro a trocar por 1 outro vinho cuja diferença de preço valesse a pena em relação ao Brasil;
-Curso de Enologia no Chile: U. “Catolica (melhor) e U. do Chile. Primeiro fazem 6 anos de agronomia e depois se especializa em enólogo. O sommelier eh um curso técnico de 3 anos reconhecido pela Assoc. Intern. de Sommelier, mas não eh reconhecido pelo Min. da Educação Chilena, dito pela Mary, sommeliere do restaurante Europeu;
-a Von Siebenthal esta fazendo varios vinhos top, e bem diferentes:
Montelig 05 = US$ 66
Toknar 06 100% PV = US$ 72
Tatay = US$ 300 (top de linha do chile). Detalhe: toda a produção do Tatay 2010, foi embora com o terremoto, pois as paredes caíram em cima das cubas e barricas;
- Pacote de 4 tacas Riedle na EMDV= US$ 17 cada taca;


7º. Dia 13/9 2ª.f. – Santiago, gran finale, antiguidades, Alonso de Cordova e Astrid y Gaston


Ultimo dia, o que temos para fazer ? Shopping e comer, eh claro. Pela manha fomos visitar o ultimo baluarte que faltava de antiguidades, que eh um shopping circular que fica na Av. Providencia com Bucaresti. Paraiso para Vera !!!

Depois voltamos a almoçar no peruano Sol e a tarde passeamos rapidamente pela rua mais chique de Santiago que eh a Alonso de Cordova. Como ninguém eh de ferro, eu fui dormir no hotel, enquanto Vera foi as suas antiguidades.

A noite, fomos ao nosso jantar gran finale: Astrid y Gaston, peruano, um dos melhores restaurantes de Santiago. Uma espuma de king-crab com molho de pimentao, um cordeiro patagonico divino e uma corvina com ravioles de vieiras. Como teriamos que acordar as 4:30h para o nosso voo, preferi beber vinho de copo, e a escolha era reduzida.





Grande jantar de despedida para uma grande pequena viagem !! Ate a proxima

6º. Dia 12/9 Dom. – Santiago, domingo é dia de shopping e ....carne


Domingo, chuvoso eh dia de acordar tarde e ir pro shopping, pois já sabíamos que em Santiago TUDO esta fechado, e no jantar pra variar um pouco, uma das melhores casas de carne argentinas, que tem filial em Santiago: Happening.

Passamos o dia todo no Alto Las Condes que eh o Fashion Mall de la. Eh menor que o Parque Arauco, mas eh melhor para fazer nossas “compritas”. E la ficamos. Voltamos a noite para o hotel e fomos jantar uma verdadera carne argentina no HAPPENING. Que, pelas graças divinas, tem uma carta de vinhos a noite em promoção de 25%. Para minha surpresa um cartaz na mesa, cuja promoção era nada mais nada menos que o Sideral !!!! que eu havia comprado, visitado, degustado, etc. Paguei 72 reais a garrafa do Sideral 2003, 95 pts da WS, em promoção, ou seja, na vinícola comprei a US$32 = R$ 58, no Happening estava US$40 enquanto que no El Mundo Del Vino e no freeshop estavam US$42. Melhor impossível. Esse vinho com o Ojo de Bife que pedi e com o atum grelhado da Vera, nada melhor.


5º. Dia 11/9 Sab. – Santiago, mais antiguidades e mais shopping

Acordamos nesse sábado e fomos para a feira de quinquilharias de Santiago, que também tem “brocantes”, chamada de Feria Bio-Bio. Fomos de taxi pois fica um pouco longe do centro. Vamos dizer que eh uma mistura de Camelodromo+Antiguidades. O importante eh que a Vera adorou. Literalmente, tem de tudo.

A tarde fomos caminhar pela Av. Providencia, almoçamos uma salada num tex-mex e terminamos o dia no Shopping Arauco, o Rio-Sul de la.

Como neste dia 11 de setembro, fazíamos 34 anos de namoro (!!!!), o nosso jantar era no MELHOR restaurante da cidade: Europeo. Simplesmente espetacular. Uma entrada de “ostiones” (vieiras), um atum cru e um cordeiro patagônico, regados por um vinho garagem excelente: Primavera Clos Ouvert.




4º. Dia 10/9 6ª.f. – Santiago, antiguidades, ceviches e shopping

Bom, agora começa a parte feminina da viagem, ou seja, a Vera inicia seu périplo pelas lojas de antiguidades de Santiago. O Hotel NH Santiago era muito bom, e tivemos uma excelente noite, descansando bastante.



Logo pela manha partimos para um galpão que conhecíamos desde 2005, que fica num quarteirão, chamado de “Antiguedades Balmaceda” ou Parque Los Reyes. Depois de horas percorrendo (varias vezes) as ruelas desse galpao, fomos almoçar porque ninguém eh de ferro. Acertei em cheio a indicação de um restaurante peruano que eu tinha: Restaurante Sol. Pra quem quer comer um ceviche e tomar um ‘leche de tigre”, nada mais fresco e abundante que este endereço. Sem falar no polvo grelhado inteiro que veio como “plato de fondo”. Uma cerveja “Cuzquena” para acompanhar o ambiente peruano, forte e encorpada.




Final da tarde fomos ao Patio Bellavista, que eh um shopping aberto de bares, restaurantes e lojinhas de artesanato, muito bonito e vale a visita de turista.

A noite, não poderíamos deixar de jantar no restaurante da Vina Miguel Torres. No ano passado, quando estive em Barcelona, dei uma rapida passada na filial desse restaurante. Agora não podia deixar de ir. Pedimos um prato de tapas variados, regados a um Cordillera Reserva Privada 2007, Carinena+Merlot+Syrah (US$30). Pedimos uma sopa de zucchini que estava uma maravilha.
O garçom nos contou que a bodega Miguel Torres que fica no Valle Del Curico, no dia do terremoto estavam a ponto de engarrafar os vinhos top e TODAS as garrafas foram destruídas, por sorte o vinho foi mantido. A mesma sorte não teve a Caliterra, que segundo ele fica ao lado, perdeu todo os vinhos top.


3º. Dia 9/9 5ª.f. – Ultimas visitas no Colchagua, rumo a Santiago – Neyen + Montes + Santa Rita


A Neyen também fica no estrada de Apalta, entretanto eh a mais distante de todas e num outro cerro, ou seja num terroir diferente da Las Ninas, Clos Apalta e Montes (essa eh a ordem em que elas se encontram). A bodega original eh 1890, tem vinhedos de 120 anos (CS), que normalmente eram vendidos para outras vinícolas. A nova bodega possui um edifício moderno, maravilhoso, de 2006, também por gravidade e todo projetado para luz natural.





O local, bodega antiga, nova, as vinhas, tudo eh deslumbrante. Na degustação pessoal com o diretor comercial da bodega, degustamos o Neyen 2006 que teve 92 pontos do WS, juntamente com um chocolate (??) feito especialmente para eles com 80% de cacau. Inesperado e espetacular.

Dali rumamos para a Montes (5 min. de carro), onde nos esperava Isolina para percorrermos outra bodega, moderna, por gravidade e toda construída baseada em FENG SHUI. Os vinhedos são de 1988, porem o edifício novo eh de 2004. Para se ter uma idéia, a sala climatizada das barricas do Montes M e Folly toca um canto gregoriano, para “acalmar o vinho”. O Montes Folly e o Montes M de 2005 receberam 95 pts WS, mas segundo Isolina a melhor colheita já ocorrida foi em 2007.




Pegamos a estrada em direção a Santiago. Já perto da capital, no Valle Maipo paramos para (tentar) almoçar no restaurante Dona Paula da Vina Santa Rita, mas ele fechava as 16:00h e so pegamos o final do almoço. Não íamos visitar a bodega, mas mesmo assim valeu a visita ao restaurante e ao Museu Andino. Degustei o Triple C da Santa Rita, mas não achei nada demais.



Chegamos em Santiago no final da tarde e jantamos num shopping.

sábado, 11 de setembro de 2010

2º. Dia 8/9 4ª.f - “Si vino y no tomo vino, porque vino ?? Laura Hartwig + Clos Apostole + Las Ninas


Na manha seguinte começamos nosso périplo por 3 vinicolas, a saber:
Comecamos com uma visita as 11:00h. na Laura Hartwig. Fomos recebidos pessoalmente pelo representante da Vina, que foi construída em 1994 e já tinha preparação anti-sismica. Esta Vina fica localizada nas próprias imediações da cidade de Santa Cruz, a poucos minutos de nosso hotel. Conhecemos também Renato Chisque que eh o novo enólogo da LH. Muito simpático, conversei com ele algum tempo, tirei foto (ele vem da Caliterra). Fizemos uma degustacao do Reserva e do Gran Reserva (US$27).


Dali fomos para o restaurante italiano da Vina Laura Hartwig, que fica na mesma estrada, chamado Bello Vino, localizado em frente ao vinhedo, num dia muito bonito, local de extrema beleza e de boa comida (Vera não gostou). Depois de 1 trio de carpaccio, fomos de ossobuco e papardelle com frutos do mar, acompanhados pelo Merlot Reserva da Laura Hartwig.



Depois rumamos para a estrada de Apalta, em direção a “cereja do bolo” do dia: Clos Apostolle, que produz o vinho Clos Apalta, um dos top 3 vinhos ícones chilenos. No sopé do cerro, uma bodega moderníssima, inaugurada em 2006, construida em 2004, toda pelo método de gravidade. As uvas chegam no topo da bodega de 5 andares, e a medida que vai sendo processada, vai descendo os andares, ate o subsolo onde ficam as barricas do Clos Apalta e Borobo numa sala climatizada. O nome Borobo eh em homenagem aos 3 vales franceses Bourgogne, Bordeaux e Rhone (apesar desse vinho ser top da vinícola junto com o Clos Apalta inclusive com o mesmo preço, ele foi mal avaliado pelo Descorchados)

Eles possuem vinhedos em Alto Cachapoal (passamos por eles quando visitamos Altair) e em Casablanca.
São produzidas anualmente 60.000 garrafas de Clos Apalta e 6.000 de Borobo todos feitos por gravidade, todos os anos com barricas francesas NOVAS. O ponto alto foi a degustação do Clos Apalta 2007, porem achei o vinho ainda tânico, que merece um bom tempo ainda de guarda.



Terminamos o dia visitando uma vinícola pequena chamada Lãs Ninas, moderna, que começou a produção em 1996 e teve varias cubas de aço derrubadas pelo terremoto. O interessante da Vina eh que são 7 donas, francesas, incluindo a enóloga, cujo vinho top chama-se “Tacon Alto” (Salto Alto)



A noite fomos jantar novamente no Hotel Santa Cruz, Los Varietales, que a Vera tinha gostado tanto na noite anterior.